redação civil


Eu não gosto de dublagem. Mas, sendo eu nascida na década de 80, devo admiti-la como parte da minha formação cine-cultural, e o Brasil tem sido reconhecidamente um exportador de dublagem de qualidade. Essa bobagem de colocar atores/humoristas globais para dublar filmes é moda dos dias de hoje, que, em tempo, espero ser beeeem passageira. O que tirou Bussunda e Juliana Paes das propagandas de cerveja e os levou à dublagem de animações me permanece um enigma da humanidade.


Dublar é um exercício que certamente exige muito talento, desenvoltura, alta capacidade interpretativa e transpositiva. O mercado brasileiro de dublagem é tão bom que, por conta da política de criação de dubladores oficiais para atores e personagens, criaram-se verdadeiras identidades ao longo dos anos. Ora, quem da minha geração com um ouvido atento que seja não reconhece a voz do dublador do Seu Madruga, do Jack Nicholson, do Scooby-Doo, da Sandra Bullock, entre tantos outros? Danton Mello, para mim, não é irmão do Selton nem o Héricles da Malhação, e sim o dublador do Ralph Macchio na trilogia de Karate Kid. Apesar de preferir o idioma original, seja este conhecido meu ou não, verdade seja dita: em termos de dublagem, vendemos versão brasileira com estrelinha.

Mas então me vem um dublador oficial e me racha a cara com essa: dublador de Sean Penn se recusa a dar voz a papel do ator no filme Milk.

Penn, como Harvey Milk, ativista homossexual

É em momentos assim que eu penso que com certas pessoas não há como discutir. Tão logo, Sean Penn terá voz nova. Será que alguém do Casseta topa a parada? ¬¬

0 Comments:

Post a Comment



Newer Post Older Post Home